Eu e ele: um clichê que se perdeu na distância

14:43:00


Éramos uma piada que havia perdido a graça há algum tempo, e dizer que eu e ele éramos totalmente diferentes é o tipo de clichê que as pessoas cansaram de ouvir. Desde o inicio senti que não ia dar certo, eu devia ter atravessado a rua em vez de andar até ele e encarar seus lindos olhos e me deixar apaixonar. Os opostos se atraem, não é? Então a culpa é desse ditado popular.

Éramos duas crianças que se diziam jovens adultos, não fazíamos ideia do que a vida era feita, sonhávamos alto demais e a queda quase nos matou. Ele preferia ficar em casa jogando vídeo game enquanto eu queria sair e andar de bicicleta na rua, e eu bebia refrigerante enquanto ele preferia suco ou água, eu comia besteira e ele era sempre muito saudável, e as músicas que eu ouvia eram barulho para os ouvidos dele.

Não concordávamos em muita coisa, brigávamos com facilidade, e por um tempo eu simplesmente o deixei de lado e fui me buscar aonde tinha me perdido, mas aí ele que me conhecia bem me puxou para um abraço e sussurrou no meu ouvido que me queria assim pertinho, então ele me beijava devagar e me fazia esquecer nossos erros.

Ele foi meu primeiro amor, como eu disse foi coisa de criança, nossos corações ingênuos só queriam ficar juntos para sempre, e eu disse que me casaria com ele e o coitado acreditou, acho que por isso foi difícil para ele entender que eu cresci e mudei de interesses, mesmo o amando um pouquinho eu disse que não sentia mais nada e o queria apenas como amigo.


A distância que nos separou quando fui embora o deixou ainda pior, eu sofri ao vê-lo assim, mas eu não sabia aonde aquilo ia parar, fiquei confusa, o querendo e não querendo ao mesmo tempo, estávamos tão longe e não fazia sentido continuar. Ainda resta algo dele em mim, e olhando para ele e vendo que aquele menino sumiu e deu lugar a esse homem me dá medo de acontecer de novo, eu simplesmente podia deixar ele me levar para debaixo da ponte e me fazer cócegas até eu dar um beijo nele e sair correndo. Mas não dá, ou sou eu que não deixo dá, só sei que devo me manter longe porque não quero que esse magnetismo nos aproxime outra vez.  

Trecho do livro Ela Já Foi Verão, escrito por Tatielle Katluryn

P.S: Se puder, e quiser, deixe algo nos cometários, pode ser uma crítica, sugestão, elogio ou qualquer outra coisa. Ou conte uma experiência pessoal sobre o assunto abordado no texto. Vou adorar receber <3

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2 comentários

  1. Olá achei seu site por acaso e estou apaixonada. Parabéns

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    1. Ah fico super feliz por isso, que acaso bonito esse viu. Continue lendo <3 E muito obrigada.

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