Jane Eyre

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Não é razoável condenar as mulheres ou rir delas, se elas querem mais do que os costumes definiram como sendo o necessário para seu sexo.  - Charlotte Brontë

Um livro publicado em 1847 em Londres, atravessou oceanos e anos para chegar esse ano em minhas mãos e conquistar meu coração mortal. 

Charlotte Brontë foi uma escritora que faz jus a expressão "Á frente de seu tempo", pois encontrei nas palavras deste livro (Jane Eyre) uma mulher de aparência frágil, mas que tinha dentro de si uma leoa raivosa querendo sair. Porém, a escritora, como todas dessa época, publicou seu livro com pseudônimo masculino, pois se não fingisse ser um homem, não publicaria nada. 

Jane Eyre é um livro narrado em primeira pessoa pela personagem principal da trama, com linguagem culta, grandes emoções e descobertas, além de toques de ironia (amo isso) e humor, e claro, um amor impossível. 

A historia começa com Jane narrando sua infância conturbada, o que me deu nó na garganta várias vezes e eu segurava o choro, pois o livro trás relatos de maus tratos que de fato aconteciam no século XIX em instituições de caridade na Europa. 

Jane é órfã, foi criada por parentes, depois estes a jogam num lugar sombrio que usa a majestosa palavra de Deus da forma mais horrível e errada que se possa imaginar. Passou muitos anos ali, depois decidi ir atrás de um futuro melhor, então ela vai para uma propriedade trabalhar como professora de uma menina, e lá ela se senti acolhida pelas pessoas daquela mansão, e logo cativa a todos com sua honestidade e paciência, em especial, a uma pessoa que encontrará nela tudo o que estava procurando pelo mundo afora.  

Jane é uma pessoa muito determinada, que sempre vai atrás daquilo que a fará bem, ela não se prende aos costumes da época, pois busca sua independência a todo custo, não querendo se prender a nenhum marido para ser feliz ou ter seus desejos satisfeitos. 

Ela trás um retrato feminista não visto nesse tempo, pois a submissão total a alguém superior a ela tinha que ser respeitada a qualquer custo, porém ela era bem mais do que se vê em heroínas de livros antigos, pois Jane se recusa a ficar esperando alguém salva-la, ela mesma arregaça as mangas e se põe a trabalhar para o seu sustento. E também, ela sempre fala a qualquer um de forma direta o que sente e pensa, e se permite ser quem é de verdade.

Além disso, Jane tem uma fé gigantesca, que apesar de tudo o que sofreu na vida, ela sempre matem a esperança de que dias melhores viram, e que fará tudo o que puder para conquistar a felicidade. Ela abre mão de tudo de errado e ruim para viver de forma pura e racional, mesmo seu coração querendo o contrario. Ela é um grande exemplo a ser seguido.

E jane de fato mostrou mais uma vez á sua sabedoria quando se viu em meio a uma proposta indecente, onde seu coração queria aceitar, mas sua razão recusou. Ela mostrou o seu valor ao decidir pelo certo, pois disse que apesar de ninguém se importar com ela, ela própria se importava consigo mesma e por isso não iria diminuir quem é. Porque antes mesmo de amar outra pessoa, ela se amava.

Não pense você que por ela ter feito o que era certo nada de ruim lhe ocorreu, porque as piores consequências vieram do seu acerto. Ela rejeitou outra vez um amor pequeno demais para aquilo que ela merecia, e por fim, ela pedindo a ajuda de Deus obteve o que não imaginava. 

É um dos meus livros preferidos, sem duvida alguma, pois eu me vi nessa historia, não sou corajosa como Jane, nem tão pouco me arrisco como ela, mas ela é de fato aquilo que eu quero ser, e se eu puder, pretendo me tornar.  

Para quem gosta de romances de séculos passados, este aqui é uma leitura super recomendada, e quase obrigatória, que te fará valorizar a liberdade que possui, além da vida boa e confortável que a maioria de nós têm. Nos fazendo prosseguir, não importando o quão ruim está nosso estado atual. 

Extra: o livro já foi transformado em seriados e filmes bem produzidos, que fazem a historia ficar ainda mais bonita. Vale a pena ler o livro e assistir a suas produções cinematografias. 


Escrito por: Tatielle Katluryn

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